Capa do suplemento que veio junto
de Luluzinha 01 (ed. Pixel, mar/2011)
Começo
o mês postando sobre uma das minhas leituras preferidas. Sinto-me tão bem lendo
Little Lulu que comparo com a mesma sensação que sinto quando leio os patos de Carl
Barks.
A
última vez que Luluzinha e Bolinha foram publicados no Brasil, ou seja, teve
uma edição regular em bancas, não faz muito tempo, e apesar de ter quase
chegado ao número 50, parou na 49, na realidade não foi uma publicação bem
sucedida. Eu me contentava apenas com o conteúdo, mas o material físico deixava
muito a desejar. Papel fraquinho, distribuição ruim e sem muita divulgação, era
só uma questão de tempo pra acontecer o cancelamento. Talvez ainda tenha durado
muito! Mas e o conteúdo? Ah, o conteúdo eram as HQs clássicas da parceria entre John
Stanley e Irving Tripp, responsáveis pela popularidade da dupla e que fizeram quadrinhos que nunca envelhecem promovendo Little Lulu e Tubby Tompkins ao status dos
melhores quadrinhos de todos os tempos.
Luluzinha
e Bolinha passaram muito tempo sendo publicados no Brasil, dos anos 50 aos 90,
quando foi cancelados depois de mais de três décadas. Fez tanto sucesso nos
anos 70 e 80 que o material que vinha de fora não era suficiente e por isso
tiveram que criar HQs em próprio solo brasileiro, ficando a cargo dos estúdios
da Abril, anos de ouro aqueles. Mas no início dos anos 90 sucumbiu à crise
monetária e junto com outros diversos títulos não resistiu e desapareceu das
bancas, vindo surgir novamente somente no começo dos anos 2000 numa coleção de
encadernados em preto e branco da Devir, que apesar das oito edições, também
não vingou e ficou só por aí mesmo.
Anos
depois em 2011, a editora Ediouro sob o selo Pixel voltou a publicar Luluzinha e
Bolinha mensalmente. Só que em 2015 sem muitas explicações terminaram os
títulos e desde essa data, estou esperando alguma coisa aparecer dessa
menininha que serviu até como inspiração pra dentuça do Maurício de Souza. A hora
em que ela aparecer não a deixarei passar!


















